“Toda voz merece ser ouvida”. Com este tema, a Associação de Câncer de Boca e Garganta (ACBG) e várias organizações lançaram o Julho Verde, uma campanha que visa a informar sobre o câncer de cabeça e pescoço, falando da promoção da saúde, prevenção, diagnóstico, tratamento e reabilitação deste agravo que tem como principais fatores de risco o tabagismo, o consumo de álcool e as infecções por HPV.
De acordo com os organizadores do Julho Verde, o tema deste ano faz uma referência ao fato de que estes cânceres, responsáveis por 10 mil mortes por ano no Brasil, afetam a qualidade de vida dos pacientes durante e após o tratamento, com comprometimento da fala, além de causar outras sequelas funcionais e psicológicas.
Com este quadro e com estes fatores de risco muito presentes entre a população brasileira, o objetivo principal do Julho Verde é alertar para a necessidade de diagnóstico precoce. “Em 60% dos casos, a doença já está mais avançada quando é descoberta”, explicou a presidente da ACBG Brasil, Melissa A. R. Medeiros, acrescentando que as chances de cura são maiores se a doença for detectada no início.
Segundo ela, a campanha pretende alertar para a possibilidade de auto-exame, através do qual é possível identificar se existem feridas na boca que não cicatrizam há mais de duas semanas ou inchaços no pescoço.
A presidente da ACBG disse que outro objetivo da campanha é estimular o acesso a tratamentos inovadores, e suporte aos pacientes pós-terapias. “Além das terapias tradicionais, nos últimos anos, algumas drogas promissoras têm conseguido melhorar o prognóstico dos pacientes, com uma ação mais eficiente e menos agressiva ao organismo, como as imunoterapias e terapias-alvo”, explicou.
No Hospital Universitário Professor Polydoro Ernani de São Thiago, a campanha está sendo conduzida pela Unidade Cérvico-facial, por meio dos serviços de Odontologia Hospitalar, Cirurgia de Cabeça e Pescoço e pelo Curso de Fonoaudiologia da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).